Conheça os impactos do PIX para pessoas físicas e empresas

Cidades

O novo sistema do Banco Central, o PIX, é um projeto que começou em 2013, mas foi oficialmente lançado apenas este ano. Apesar do serviço começar a funcionar a partir de 16 de novembro, ele vem chamando a atenção nos últimos dias, principalmente pela rápida adesão dos brasileiros.

“Já foram cadastradas mais de 3,5 milhões de chaves desde o primeiro dia de abertura para o cadastro (5 de outubro), impactando inclusive o funcionamento de alguns sistemas bancários pelo volume de pessoas buscando a solução”, conta Rafael de Tarso Schroeder, professor de Empreendedorismo e Inovação do ISAE Escola de Negócios.

De acordo com Schroeder, o PIX muda completamente a regra do jogo. Seja como pessoa física ou jurídica, a solução permite a realização de transferências a qualquer momento, disponibilidade de 24 horas, 7 dias por semana, com velocidade (a promessa é liquidação em até 10 segundos), conveniência e integração com diversas plataformas e casos de uso. Ou seja, o cliente ganha em eficiência e agilidade nas operações e relações de troca financeira.

“A melhor parte é que não existe um limite de valores, horários ou aquela velha desculpa que o dinheiro ‘só cai’ na segunda-feira”, diz. “Tive a oportunidade de cadastrar duas chaves (CPF e e-mail) nos dois bancos que tenho conta, o processo foi bem rápido e fácil”, exemplifica o especialista. Lembrando que são cinco chaves para pessoa física e 20 para pessoa jurídica.

A princípio, o PIX não terá custo para pessoas físicas e alguns bancos já fizeram alguns comunicados que não farão cobrança das empresas. Porém, mesmo nos casos em que o serviço for pago, a tendência é o custo ser menor que dos atuais modelos.

Para os micro e pequenos empresários, a vantagem é ainda mais significativa, já que a expectativa é de mais agilidade nas vendas, fluxo de caixa mais consistente, liquidação de pagamento e negociação com fornecedores. “A promessa é que o PIX, somado a outras iniciativas como o Open Banking e o Cadastro Positivo, traga mais transparência, competitividade e principalmente aceleração da digitalização de micro e pequenos empresários”, explica Schroeder.

Alguns especialistas alertam para os riscos de segurança, principalmente neste momento de adesão. Parte pela baixa compreensão digital de muitos brasileiros e, em muitos casos, graças a criatividade e uma série de técnicas da malandragem para captar dados, informações sensíveis e, principalmente, o dinheiro da população. Por outro lado, os operadores financeiros reforçam que diversas estratégias estão sendo adotadas, como a definição de limites em consenso com o cliente e conforme o perfil de movimentação financeira.

Foto: Divulgação

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